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AGRICULTURA MILHO



A CULTURA DO MILHO

A produção anual de milho é maior do que qualquer outra cultura de grãos.

No mundo, são produzidos cerca de 850 milhões de toneladas de milho em uma área de aproximada de 162 milhões de hectares, com rendimento médio de 5,2 t/há.

Os maiores produtores mundiais do grão são os Estados Unidas e China, que produzem 37 e 21% do total, respectivamente.

Os outros países das Américas como Brasil, México e Argentina têm uma produção conjunta de pouco mais de 100 milhões de toneladas. Os três principais exportadores de milho são Estado Unidos, Argentina e Brasil.

A cultura do milho abrange todas as áreas de atuação da Copérdia. Sendo um dos grãos de maior importância para o estado de Santa Catarina, devido sua utilização como alimentação animal representar a maior parte do consumo desse cereal. A área cultivada de abrangência da Copérdia gira em torno de 120.000 ha com a cultura do milho no estado. Relevando assim, além da importância na produção animal, também a influencia social que este grão representa para a cooperativa e o estado de Santa Catarina.

Nos últimos anos a interferência da biotecnologia vem colaborando para aumentos significativos de produtividade e qualidade de grãos nas lavouras das propriedades assistidas pela Copérdia. Além do aumento de ganho genético o incrementos da transgenia nos híbridos comercializados pelas empresas parceiras, também o fato da mudança de orientação e comportamento dos produtores no momento da aquisição das sementes híbridas com alto potencial produtivo.

Várias tecnologias transgênicas são comercializadas nos milhos recomendados pela assistência técnica da Copérdia: Yeldgard ( YG), Yeldgard VT PRO, VT PRO 2, VT PRO 3, Herculex (Hx), OPTIMUM INTRASECT, Tolerante a Lagarta (TL), Viptera (VIP), Viptera (VIP3), POWER CORE além dos híbridos tolerantes ao glifosato (RR): São híbridos tolerantes ao glifosato, o que possibilita o uso desse herbicida de maneira mais eficiente e flexível para o controle de plantas daninhas na cultura. Recomendamos utilizar junto ao glifosato outro herbicida com poder residual (atrazina), para que o controle das ervas daninhas seja mais eficiente e também para agregar outro principio ativo ao glifosato visando retardar o aparecimento de plantas tolerantes.

Atualmente, o uso cada vez mais intenso das áreas e a instabilidade das condições climáticas durante a estação de cultivo da cultura têm provocado um aumento significativo na ocorrência de pragas, principalmente, durante as fases iniciais de desenvolvimento, comprometendo o estande da lavoura por meio do maior número de falhas e plantas dominadas e, futuramente, podendo reduzir a produtividade.

Está disponível para aquisição dos produtores sementes com tratamento industrial onde o processo de tratamento é bastante preciso e cada semente recebe exatamente a mesma concentração de ingrediente ativo, o que garante uma proteção satisfatória contra as pragas. Com a aquisição da semente tratada da indústria temos a garantia de qualidade da semente no que se refere a vigor e germinação. Com relação ao produtor, além da praticidade de adquirir semente já tratada, o mesmo reduzirá os riscos de intoxicação pela menor exposição aos produtos em comparação quando o tratamento é realizado na propriedade.

O Tratamento de Sementes Industrial é uma alternativa auxiliando no controle de pragas, assegurando o principal componente do rendimento da lavoura, o número de plantas por área, por meio do menor número de falhas e maior uniformidade das plantas. Porém, é importante que seja feito o monitoramento constante da lavoura e, caso necessário, se utilize métodos auxiliares para o controle de insetos.

Além da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e outras lagartas, diversas pragas vêm aumentando sua incidência em lavouras de milho, como cigarrinhas (Deois sp., Notozulia entreriana, e Mahanarva sp.), percevejos (Dichelops furcatus, Dichelops melacanthus e Euschistos heros) e coleópteros (Diabrotica speciosa). O aumento na incidência e severidade das doenças foliares também esta aumentando a preocupação dos produtores. O manejo integrado de pragas, doenças e correções nutricionais são pontos importantíssimos para o sucesso de uma lavoura bem conduzida, assim como as orientações na escolha correta do híbrido conforme época e finalidade de plantio, e cuidados na população, profundidade e velocidade no momento da semeadura. O acompanhamento de um técnico é muito importante. A Copérdia possui assistência técnica especializada na recomendação de híbridos tanto para grãos quanto para silagem, além da orientação no manejo cultural e ponto de corte para silagem.


SILAGEM

A área de atuação da coperdia, também conta com uma bacia leiteira e campos de gado de corte, portanto, a ensilagem é um procedimento indispensável. O milho é o material mais utilizado no mundo para a produção de silagem. Esta cultura produz uma grande quantidade de energia digestível por área cultivada sendo o produto ideal para ser fornecido aos animais para transformação de carne ou leite. Diversos híbridos do portfólio selecionado pela Coperdia estão destinados ao uso na ensilagem, com ótimos resultados produtivos e bromatológicos de alta qualidade. O uso de híbridos transgenicos para a produção de silagem também é recomendado, além do controle satisfatório de pragas, esta tecnologia reduz os custos de produção pelo menor uso de inseticidas, diminuição no uso de combustíveis, máquinas e equipamentos e redução da exposição do produtor a produtos químicos.

A escolha do hibrido é o primeiro passo para se obter uma silagem de qualidade. Os hibridos devem possuir características especiais como a menor participação de fibras assim terá melhor digestibilidade e maior produção de grãos, componente responsável pela energia da silagem.

Outro fator a ser levado em conta é o ponto de corte da silagem, o ponto ideal de colher o milho para ensilar é quando a planta acumula a maior quantidade de matéria seca (MS) de melhor qualidade nutricional. De maneira geral pode-se identificar este ponto pelos grãos do milho, quando estes estão em estadio farináceo duro (50% da linha do leite). Neste momento o teor de MS da planta varia de 32% a 38% . Quanto mais cedo se colhe o milho menor é a participação de espiga, por consequência menos grãos, o que produzirá uma silagem com menor teor de energia e baixa qualidade. A antecipação do corte também eleva o teor de fibra da silagem e ocasiona uma elevação do custo de produção, pois terá um baixo valor energético o que demandará uma maior quantidade de ração para atender a exigências nutricionais dos animais.

O tamanho da partícula a ser ensilada tem papel fundamental na qualidade da silagem. Quando cortadas em tamanho ideal de 0,5 a 1,5 cm, a compactação e facilitada e a reduçaõ de ar no silo é mais rápida. A ausência de ar é fundamental para boa conservação da silagem. Na prática uma boa qualidade de corte é obtida com a afiação das facas, duas a três vezes ao dia, a aproximação da faca e contra-facas. A altura do corte deve ficar entre 25 a 30cm do solo. Desta maneira evita-se o recolhimento de solo, reduzindo-se a presença de microrganismos indesejáveis (contaminação) e o desgaste da ensiladeira. O tempo de fechamento silo deve ser o mais rápido possível, preferencialmente no mesmo dia. O silo não deve ser muito grande, silos menores são mais fáceis de compactar, permitindo melhor conservação da silagem. A eficiência da retirada do ar é o segredo de uma boa silagem.

As principais perdas que ocorrem depois do fechamento do silo são na camada superior, em contato com a lona, e ocorrem devido a dificuldade de compactação, da temperatura elevada (contato com a lona) e da condensação diária de vapor de água. Para reduzir estas perdas devemos buscar sempre uma boa compactação da silagem, uso de lonas de maior espessura, boa vedação nas laterais evitando infiltrações e boas cercas de proteção ao redor do silo.






ASSESSORIA TÉCNICA
Responsável Técnico/Agrônomo Copérdia




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