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BOVINOCULTURA DE LEITE


A Atividade

A produção de leite na área de atuação da Copérdia, com o propósito de ir além da subsistência e se tornar um negócio profissional, teve no ano de 1982. Num primeiro momento para dar amparo para alguns produtores que entregavam a produção à uma empresa que fechou as portas, foi embora deixando os produtores sem opção de comercialização. Além disso, a direção da cooperativa vislumbrava futuro promissor para a atividade de bovinocultura de leite. Os primeiros tempos foram marcados por mão de obra familiar, que persiste até hoje, com rebanhos comuns e sem os recursos tecnológicos de hoje.

À época, havia 165 produtores com que, juntos, produziam 1.500 litros de leite por dia. A Copérdia começou, então, a fomentar a produção em sua área de atuação com trabalho intenso no sentido de convencer os produtores sobre a importância da atividade naquele momento e como ela conquistaria um espaço importante nas propriedades rurais, além de preconizar mudanças importantes como a concentração nas atividades tradicionais como suinocultura, avicultura e produção de grãos. Ali a atividade leiteira iniciou o processo de consolidação e desenvolvimento. 

Através de um trabalho intenso no campo foi possível transmitir aos produtores a proposta da Copérdia para a então nova atividade. Tanto os animais, como as pastagens, instalações e equipamentos existentes não eram o ideal para a produção atividade. Diante disso, a Copérdia estruturou uma equipe de profissionais e iniciou a profissionalização do negócio. 

Os resultados foram aparecendo de maneira gradativa, porém, animadora e os produtores passaram a acreditar na nova alternativa de produção agrícola. Os investimentos em genética, pastagens, equipamentos, instalações e profissionalização começaram a ser feito de maneira mais intensa e o cenário da atividade mudou para melhor no decorrer dos anos. 

Atualmente a região é a principal bacia leiteira do estado e desperta interesse de todo o país pelo seu modelo competitivo e auto-sustentável produção. Além do mais, a produção, produtividade e qualidade do leite se destacam em nível de país. 

O resultado do esforço desenvolvido entre os associados foi a mudança no conceito de produção. A partir daí, aumentaram os volumes produzidos diariamente, melhorou a qualidade do leite e gestão da atividade tornando-se vital às famílias associadas com boa rentabilidade às propriedades e melhoria na qualidade de vida das famílias.

A consolidação da atividade leiteira atraiu o interesse de muitas empresas que se instalaram na região e outras que passaram a comprar o leite produzido na região para industrializar . Mesmo diante da concorrência pelo leite, a Copérdia continua sendo a grande fomentadora da produção de leite e conta com a participação efetiva e fiel de seu quadro de associados e com a segurança da Aurora Alimentos que transformar a produção em leite UHT e produtos lácteos.


Produção





Política de Pagamento por Qualidade

Com o objetivo de valorizar os bons produtores, aqueles que se preocupam com a qualidade e estimular os demais a atingirem padrões sugeridos pela Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura, a Copérdia de maneira inovadora adotou em abril de 2008 uma política de pagamento do leite por qualidade. Devido aos bons resultados obtidos, a política foi ajustada com o passar dos anos.


Copérdia implanta o Leite Mais, sistema Compost Barn

A Copérdia está implantando o Projeto Leite Mais, cujo principal objetivo é oferecer aos produtores um novo conceito de produzir leite através do confinamento. Trata-se de um modelo de produção que tem as melhores condições de bem estar animal, reprodução, nutrição, saúde e gestão. Focado no produtor, o projeto LEITE MAIS visa aumentar a renda, auxiliar na sucessão da propriedade rural, reduzir a mão de obra, proteger o meio ambiente e oferecer mais qualidade de vida às famílias produtoras. "Esse é um modelo que se adapta perfeitamente ao perfil do nosso modelo de produção. Um modelo mais humano. As portas estão abertas aos produtores que desejarem aderir ao projeto, desde que seja por opção e não por obrigação", comenta o segundo vice-presidente e diretor geral da Copérdia, Vanduir Martini.


Compost Barn

O Compost Barn foi criado por produtores de leite norte americanos em meados da década de 80. Ele consiste em um grande espaço físico coberto para descanso das vacas. O local pode ser revestido com serragem, sobras de corte de madeira e esterco compostado. O Compost Barn visa reduzir custos de implantação e manutenção, melhorar índices produtivos e sanitários dos rebanhos e possibilitar o uso correto de dejetos orgânicos provenientes da atividade leiteira.

A Copérdia viu no Compost Barn a alternativa para um novo formato para a produção leiteira, mais humanizado e com foco total no aumento da produtividade e rentabilidade do produtor. Desde 2017 a cooperativa começou a estudar e estruturar um projeto acerca do Compost Barn. Para dar suporte a implantação do projeto, a Copérdia contratou a assessoria internacional do profissional Israelense Marcelo Wasser que tem o desafio de transferir seu conhecimento, oferecer segurança, implementar metodologia profissional de transferência de tecnologia e transferir tecnologias que revolucionou a produção de leite em Israel nos últimos 20 anos.

E assim foi criado o programa Copérdia Leite Mais – iniciativa que prevê o confinamento total das vacas em lactação através do Compost Barn. O público alvo do programa são produtores que possuem o desejo de crescer na atividade leiteira.


Dicas para evitar antibiótico no Leite:

- Identificar os animais medicados.
- Ordenhar os animais medicados por último.
- Descartar o leite no período de carência.
- Utilizar antibióticos com a menor carência possível.
- Usar produtos conhecidos e adquiri-los de empresas idôneas.
- Utilizar as vias de aplicação conforme orientação do fabricante.
- Não utilizar rações ou água medicadas na alimentação.
- Observar o período de carência do tratamento de vaca seca.
- Lavar adequadamente os equipamentos, pois, resíduos de medicamentos podem contaminar todo o leite.
- O leite de uma vaca contamina e condena todo o leite de um caminhão.

Siga estas recomendações e o retorno será garantido com rentabilidade maior a partir da boa qualidade do leite comercializado


O Futuro da Atividade Leiteira

A atividade de leite iniciou de forma tímida nos anos 80 e atualmente atinge níveis de produção, produtividade, qualidade e de profissionalismo comparados à melhores bacias leiteiras do país. Essa evolução só foi possível face aos investimentos que foram direcionados para a atividade no decorrer desse período.

Não raro os produtores questionam os profissionais da Copérdia sobre o futuro da atividade leiteira na região de atuação da cooperativa. Alguns acreditam que seremos excluídos do processo pela exigência de qualidade da matéria prima, ou pela falta de mão-de-obra nas propriedades, baixa escala de produção ou ainda pelo preço recebido pelo litro do leite. É lógico que qualquer negócio sofre ameaças, mas, o nosso desafio é transformá-las em oportunidades. Temos a convicção de que a atividade de leite está alinhada com as características dos produtores, clima e propriedades e é, portanto, um bom negócio às famílias cooperadas.

A grande oportunidade da atividade leiteira esta no potencial de produção que precisa ser explorado. Existem muitas áreas de terra com baixa produção ou ociosas que, se bem utilizadas, podem contribuir intensamente para o crescimento da produção.  Além disso, a região tem um clima quase perfeito para o cultivo de pastagens de alta qualidade quase o ano inteiro possibilitando a produção de leite com custos competitivos. 

Além disso, temos tradição na agropecuária e mão-de-obra de qualidade para a condução da atividade. Esse conjunto de fatores indica qual será o futuro da nossa da bacia leiteira. O potencial é enorme.  

O cenário indica crescimento e desenvolvimento constante e sustentável da atividade nos próximos anos para os produtores que estão produzindo leite e para quem quiser ingressar na atividade. Enfim, o futuro é promissor. Fica o desafio à Copérdia, produtores e Aurora para trilharmos o caminho correto e, assim, ter sucesso e prosperidade produzindo leite.


Alimentação
- Características Aveia.
- Características Azevém.
- Características Branchiaria.
- Características Capim Elefante.
- Características Estrela.
- Características Estrela Africana.
- Características Grama Missioneira.
- Características Hermatria.
- Características Milheto ADR 500.
- Características Pasto Italiano.
- Características Quicuio.
- Características Sorgo.
- Características Tifto 68.
- Características Tifto 85.


- Pastagem Azevém BAR HQ (Tetraplóide).
- Pastagem Azevém Barjumbo.
- Pastagem Azevém Potro (Tetraplóide).
- Pastagem Brachiaria Convert HD 364 (Forrageira Perene híbrida).
- Pastagem Centeioi Temprano.
- Pastagem Sorgo ADV 2499 (Silageiro).
- Pastagem Sorgo ADV 2800 (Corte e Pastejo).
- Pastagem Sorgo Dominator (Silagem).
- Pastagem Sorgo Nutribem.



Ministério da Agricultura de olho na Qualidade

O Ministério da Agricultura instituiu em 1996, um grupo de estudo, envolvendo os setores científico e econômico, com o objetivo de buscar alternativas para melhorar a qualidade do leite produzido no país. Inicialmente, o grupo desenvolveu a versão do PNMQL (Plano Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite), que foi submetido à Consulta Pública, através da Portaria 56, criada em 7 de dezembro de 1999. Após muita discussão, foi criada a versão definitiva das novas regras para a produção de leite sendo publicada na Instrução Normativa 51, de 18 de setembro de 2002. 

Na atualidade, a questão da segurança alimentar tem recebido maior atenção por parte das autoridades, indústrias, consumidores e produtores. O leite é considerado o alimento mais perfeito da natureza. Sua composição é rica em proteínas, vitaminas, gorduras, carboidratos e minerais. Para ser considerado de qualidade, deve apresentar sabor agradável, alto valor nutritivo, baixa contagem bacteriana, de células somáticas e estar livre de agentes patogênicos e contaminantes. 

O Brasil, que há poucos anos, era um dos principais importadores de leite, passou recentemente a ser exportador. Diante disso, temos motivos de sobra para a nossa produção ser de qualidade: a própria Instrução Normativa 62, visa à obtenção de leite de qualidade e o Ministério da Agricultura passa a implantar controles estratégicos nas indústrias, que repercutem na melhoria em toda a cadeia. O consumidor cada vez mais informado e com maior poder aquisitivo exige produtos de qualidade nas gôndolas dos supermercados. Pelo fato da exportação, precisamos atender as regras que são impostas pelos países importadores, afinal, quem compra determina as características do produto. 

Além do mais, a produção brasileira de leite cresce ano a ano. O estado de Santa Catarina, principalmente na região Oeste, a produção cresce bem acima da média nacional e ainda existe um enorme potencial a ser explorado. Percebemos então, que a exportação será uma alternativa para permitir que os produtores possam continuar incrementando a produção, já que em nosso país, o consumo per capta cresce a passos lentos. 

Não recomendo a nenhum produtor entender que, produzir com qualidade, seja uma exigência imposta pela indústria. Pelo contrário, os consumidores estão aguardando com ansiedade derivados lácteos que apresentam essas características, e além do mais, é uma grande oportunidade a nossa bacia leiteira e para a profissionalização da atividade. 


Leite LINA: qual seu significado?

O leite LINA (leite Instável não ácido), se caracteriza pela perda de estabilidade da caseína, principal proteína do leite, resultando na precipitação ou formação de pequenos grumos quando é submetido à prova do álcool ou a prova do alizarol, que simula a estabilidade do leite ao aquecimento, sem, entretanto haver acidez acima de 18 ºD. 

A prova do alizarol é aquele teste que o freteiro faz na propriedade para selecionar o leite. A indústria caracteriza esse teste como sendo do álcool e também utiliza para selecionar o leite na plataforma de recepção. 

Além da instabilidade, ocorrem alterações no teor de gordura, de proteína bruta, na lactose e na contagem de células somáticas do leite. 

O leite LINA é ordenhado com essas características, já o leite ácido, é aquele com nível de acidez acima de 18 ºD, causado pela falta de higiene na ordenha e condições precárias de resfriamento e ocorre após a ordenha. 

Tanto o leite LINA, quanto o ÁCIDO, são rejeitados pelos laticínios. 

Atualmente existem registros de leite LINA em todo o Brasil, mas sua concentração é maior na região sul. Um estudo feito no Rio Grande do Sul, utilizando 9.892 amostras de leite de resfriador, 58% delas apresentou positividade à prova do álcool a 76 ºGD, sendo que as maiores ocorrências foram no outono e inicio da primavera. 

Na região da Copérdia, identificamos a ocorrência de leite LINA há alguns anos sendo que a concentração de casos oscila conforme a época. 

Atualmente o leite LINA desperta grande preocupação no fomento de leite da Copérdia, já que são identificados inúmeros casos principalmente nos meses de março a abril e setembro a novembro. Se este leite for rejeitado pelo freteiro na propriedade gera prejuízo ao produtor, caso contrário, se o freteiro coletar, posteriormente será rejeitado na plataforma da indústria gerando prejuízo ao freteiro e para a cooperativa, portanto, juntos precisamos solucionar mais esse desafio. 

As causas do leite LINA ainda não estão totalmente esclarecidas, mas, estudos dão conta que transtornos fisiológicos, metabólicos e nutricionais sejam os principais fatores que contribuem para a sua produção. Porém, fatores nutricionais como o desbalanceamento entre energia e proteína, excesso de carboidratos protéicos associados a carboidrato fibrosos de baixa digestibilidade, restrição alimentar, mudanças brusca na dieta, falhas na mineralização e estress térmico são classificados pela pesquisa como os mais importantes. 

Se o fator nutricional é considerado o mais importante para a produção do leite LINA, precisamos preveni-lo através do armazenamento de volumoso (silagem e feno), de alta qualidade para suprir aqueles períodos de escassez de pastagem. 

O uso da ração será fundamental no ajuste da dieta, mas, esta é possível comprar rapidamente na cooperativa, enquanto que os volumosos precisam ser plantados, cultivados, colhidos para posteriormente serem utilizados. 

Recomendamos aos produtores que previnam a produção do leite LINA utilizando alimentação de boa qualidade e a vontade para o rebanho e caso perceber a sua produção entrar em contado com o técnico de sua região para fazer uma analise da situação e calcular uma nova dieta que visa à solução do problema. 


COPÉRDIA ADOTA GENÉTICA PADRÃO AURORA

O MGA (Modelo Genético Aurora), é um projeto de melhoramento genético do rebanho leiteiro que envolve todas as cooperativas e fomentados ligadas ao sistema Aurora. Criado a partir da necessidade de melhorar geneticamente o rebanho e a qualidade do leite. A base para sua criação foi a genotipagem de mais de 2.500 animais. Diante disso, é considerado um projeto inovador e sólido sendo referência para o Brasil. Atualmente está disponível aos fomentados de leite da Copérdia que podem solicitar o acasalamento genético ou mesmo fazer a compra do sêmen subsidiado e utilizar no seu rebanho. Os fomentados que utilizarem o sêmen contido neste catálago estarão seguindo o modelo genético proposto pela Copérdia com a finalidade de atender os fomentados bem como a indústria. Faça sua aquisição de sêmen com o técnico que assiste sua propriedade. 

A Copérdia tem 1.450 produtores no fomento e produz, em média, 12 milhões de litros/mês. Toda a produção é entregue à Aurora Alimentos.





ASSESSORIA TÉCNICA
Responsável Técnico Copérdia




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